Skate embaixo da ponte

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entre o Lower East Side e Chinatown, a base da Manhattan Bridge era um dos lugares mais abandonados do valorizado sul de Manhattan. Escuro, com o barulho dos trens que passam pela ponte, era ponto de tráfico e um minilixão improvisado. Só os skatistas aproveitavam o piso de concreto para se divertir.

Nova York, cidade que se reinventa sem parar, deu aos skatistas o que eles já tinham tomado informalmente. Um skate-park de 2 mil metros quadrados, praticamente o tamanho do vão livre do Masp, foi criado ali, parceria entre skatistas e arquitetos, com patrocínio da Nike, da ong Architecture for Humanity e do Departamente de Parques e Recreação da Prefeitura.

Não é a primeira vez que a cidade usa o esporte para reconquistar áreas degradadas. Nos anos 80, vários terrenos baldios viraram quadras públicas de basquete. Hoje há mais de 400 delas. Escrevi sobre o skate-park na Folha de domingo aqui e aqui

 

 

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1 comentário feito no blog

  1. Carlos comentou em 31/07/12 at 21:45

    Em São Paulo está ocorrendo uma pequena revolução na periferia.

    Todo fim de semana milhares de jovens carentes de lazer reúnem-se na rua para dançar ao som de funk. Qualidade musical à parte, o que chama a atenção é a espontaneidade desses concorridos eventos.

    Em vez de chamar a polícia, o que devemos fazer é chamar a prefeitura e exigir a criação de espaços destinados a essas manifestações. Muitas áreas de lazer estariam sendo criadas juntando diferentes tribos.

    E o melhor de tudo, ao ar livre.